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Inovação é destaque da Política de Desenvolvimento Produtivo Comtec transforma Goiás em centro de referência em TI

Nova política industrial define desoneração de software, mas não foca diretamente o pequeno negócio Nova política industrial estima aumentar a exportação de software em mais de quatro vezes
TIC BRASIL - Mercado e Políticas Públicas
Líder de leitura entre os gestores públicos e executivos de TI no Brasil

14 de maio de 2008

   
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Alertas da Semana


Abranet promove encontro para discutir acesso à internet via rádio e cidades digitais.

A Associação Brasileira de Provedores de Acesso, Serviços e Informações da Rede Internet (Abranet) promove, no dia 15 de maio, o evento "Acesso Internet Via Rádio - Licença SCM - e o Papel dos Provedores nas Cidades Digitais". O encontro reunirá provedores e empresas interessadas em fornecer acesso via rádio com o objetivo de esclarecer a obtenção da licença de Serviço de Comunicação Multimídia e discutir as formas de contribuição para os projetos das cidades digitais. As palestras e debates contarão com especialistas que apresentarão cases de sucesso e orientações sobre o aspecto fiscal e regulatório na obtenção da licença SCM, e fornecedores de equipamentos que abordarão as novas tecnologias do mercado, entre outros temas. Durante o debate sobre as cidades digitais também serão discutidos o papel dos provedores de Internet e como estes podem contribuir com os municípios e para a inclusão digital no país.

Softex organiza missão comercial para a IT Channel Vision.

Em outubro do ano passado, a Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro (Softex), no âmbito do Projeto PSI-SW (Programa Setorial Integrado para Exportação do Software Brasileiro), levou um grupo de empresas brasileiras ao IT Channel Vision. O evento reúne fornecedores de soluções de TI e canais como VARs, solutions providers, system builders e integradores, cuidadosamente selecionados e cujo faturamento anual mínimo seja de US$ 10 milhões. Esse ano, o IT Channel Vision será realizado de 20 a 23 de maio, no Texas (EUA). Durante os três dias do IT Channel Vision, as empresas brasileiras terão a oportunidade de demonstrar suas soluções no estande coletivo. Informações adicionais pelo e-mail supp@fesesp.org.br.

São Paulo sedia primeiro Encontro de Negócios de Redes Digitais de Relacionamento.

A Bites promoverá, no próximo dia 20 de maio, no Centro Britânico, em São Paulo, o 1º Encontro de Negócios de Redes Digitais de Relacionamento. No evento, estarão reunidos os maiores nomes do mercado para uma discussão sobre as mídias sociais no Brasil. A necessidade das empresas conversarem com seus clientes e as boas práticas na relação empresas e consumidores digitais estarão na pauta. Inscrições limitadas pelo telefone (11) 3444-3616 ou pelo e-mail conexao@bites.com.br.

TIC BRASIL MERCADO Tema da Semana

Inovação é destaque da Política de Desenvolvimento Produtivo

Sergio Rezende, ministro da Ciência e Tecnologia, e Walter Pinheiro, presidente da CCTCI

A nova fase da política industrial, cujas medidas foram anunciadas na segunda-feira (12) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tem a inovação como elemento fundamental para as empresas, além de ações voltadas para os setores que privilegiem tecnologia nacional. Os principais objetivos da Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP)foram antecipados pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, que esteve reunido na última quinta-feira (08) com cerca de 20 deputados da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados. "Todos os países que se industrializaram tiveram uma política para incentivar as empresas nacionais, e nós temos que fazer a mesma coisa", disse Rezende.

A convite do presidente da Comissão, deputado Walter Pinheiro (PT-BA), o ministro atualizou os deputados sobre o andamento de trabalhos no ministério e fez um balanço do Plano Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, que resume as ações prioritárias da sua pasta. Na avaliação de Rezende, a primeira fase da política industrial do governo Lula teve problemas, principalmente, por ser muito setorial (componentes eletrônicos, software, fármacos e medicamentos). "A inovação, que é transversal, passa a ser um pilar dessa nova fase da política", disse o ministro, ao comentar que as novas medidas representam uma "fase mais amadurecida da política industrial".

Teles

Um exemplo de ação transversal da nova política, segundo Rezende, será a definição de "requisitos de desenvolvimento tecnológico nacional e compra de tecnologia no Brasil" como condição para a criação da supertele nacional, que será formada a partir da compra da Brasil Telecom pela Oi. "Com as privatizações, as empresas estrangeiras chegaram aqui e começaram a comprar tudo pronto de fora, naturalmente de suas matrizes", destacou o ministro, ao justificar a imposição de mecanismos de preservação da indústria nacional para novas movimentações no setor.

A medida foi elogiada pelo presidente da CCTCI, deputado Walter Pinheiro. "É algo importantíssimo", comemorou. Segundo o deputado, a condicionante para a aquisição de produtos no país estimulará a indústria brasileira.

Outra importante medida prevista no pacote da política industrial será o estabelecimento de instrumento legal que permitirá às empresas beneficiadas pela Lei de Informática usufruir também dos incentivos à inovação previstos na chamada Lei do Bem (Lei 11.196/2005). Essa possibilidade chegou a ser incluída no texto da lei por meio de uma emenda do deputado Julio Semeghini (PSDB-SP), que argumentava tratar-se de incentivos com naturezas distintas, mas foi vetada na época.

Pesquisadores

Rezende reafirmou ainda o compromisso com a consolidação de instrumentos de apoio à comunidade científica brasileira, como o reajuste das bolsas da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) para R$ 1.200 (mestrado) e R$ 1.800 (doutorado). Segundo ele, o aumento já foi autorizado pelo Ministério do Planejamento, e valerá a partir do mês de junho.

"Os encontros com os deputados sempre são muito produtivos, porque esta área de Ciência e Tecnologia tem o privilégio de ser uma área pluripartidária", resumiu o ministro depois do encontro na CCTCI. "Ficamos satisfeitos porque vários aspectos que a comissão apontou e concluiu no ano passado como importantes nessa área, o Ministério absorveu. Agora, compete tanto à comissão quanto ao Ministério trabalhar em conjunto para colocar a Ciência e Tecnologia como prioridade no país", avaliou Pinheiro.

Repercussão PDP

No encontro, o ministro também atualizou os deputados sobre os trabalhos no MCT e fez um balanço do Plano Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação

Aguardadas com muita expectativa pelos deputados da Comissão, as medidas que beneficiam o setor de software permitem superar barreiras que vinham inibindo o crescimento dessa indústria, que acumula grande potencial tecnológico e de inovação, e de crescimento das exportações.

Com a Política de Desenvolvimento Produtivo será possível estimular os pólos de informática, favorecendo o desenvolvimento regional, e também incentivar o desenvolvimento científico e tecnológico. Como antecipou o ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, a nova fase da política industrial destaca a inovação e a capacitação tecnológica como prioridades, ao lado do crescimento das exportações.

A extensão dos incentivos à inovação previstos na Lei do Bem para as empresas do setor de informática é apontada pelo presidente da CCTCI como a solução de um problema que vinha sendo enfrentado pelos mercados ligados à tecnologia, e também como um estímulo importante aos investimentos em pesquisa e desenvolvimento. "Vamos acompanhar de perto e trabalhar pela implementação das medidas", completou Pinheiro.

Metas da PDP

Estímulo ao investimento:

- Prorrogação, até 2010, do previsto pela Lei 11.051/2004: que reduz de forma acelerada em 50% do prazo e crédito de 25% do valor anual da depreciação contra a CSLL;

- Redução de prazo de apropriação de créditos de PIS e COFINS derivados da aquisição de bens de capital de 24 para 12 meses;

- Eliminação da incidência do IOF de 0,38% nas operações de crédito do BNDES, Finame e Finep;

- Redução do IPI para uma lista de setores a ser divulgada.

Financiamento de renda variável:

- Ampliação do funding do BNDES: previsão de desembolso total projetado para indústria e serviços entre 2008 e 2010 de R$ 210,4 bilhões (capacidade produtiva, inovação e modernização), dividido em de R$ 62,5 bilhões este ano, R$ 70,2 bilhões em 2009 e R$ 77,7 bilhões em 2010;

- Redução de 20% no spread básico do conjunto de linhas de financiamento do BNDES, de 1,4% para 1,1% ao ano;

- Redução de 40% do spread básico de 1,5% ao ano para 0,9% ao ano; duplicação do prazo para a indústria no produto Finame, de 5 para 10 anos;

- Cobrança de 100 % da TJLP (hoje 6,25 % ao ano);

- Redução da taxa de intermediação de 0,8% para 0,5%.

Inovação:

- Criação de uma linha de capital inovador de R$ 6 bilhões entre 2008 e 2010 que cobra apenas a TJLP;

- Apoio e esforços inovativos das empresas, principalmente capacitação, ativos intangíveis, engenharia;

- Nova linha de inovação tecnológica: apoio a projetos de pesquisa desenvolvimento e inovação, com taxa de 4,5%;

- Fundo Tecnológico terá, em 2008, foco em saúde, energias renováveis e redução de emissões;

- Finep - financiamento de R$ 740 milhões em 2008;
subvenção econômica à inovação de R$ 325 milhões;

- Criação de um Fundo Soberano.

Software e tecnologia:

- Redução da contribuição patronal para a seguridade social sobre a folha de pagamento para até 10 % e da contribuição para o Sistema S para até zero, de acordo com a participação das exportações no faturamento da empresas; - dedução em dobro, para determinação da base do cálculo do Imposto de Renda e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido das despesas com programas acelerados de capacitação de pessoal;

- Permissão para que as empresas de informática e automação possam deduzir da base de cálculo do IR e da CSLL os dispêndios relativos a pesquisa e desenvolvimento multiplicados por um fator de até 1,8;

- Novo Prosoft: R$ 1 bilhão entre 2007 e 2010

 

   
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TIC BRASIL MERCADOEntrevista

Nova política industrial define desoneração de software, mas não foca diretamente o pequeno negócio

Leonardo Bucher, secretário-executivo da Frente Parlamentar de Informática do Congresso Nacional

Boa notícia para os exportadores de software e serviços de TI, que terão uma antiga reivindicação atendia. Eles foram contemplados com desoneração da folha de pagamentos na Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP), anunciada pelo Governo Federal, na segunda-feira (12). Além disso, poderão abater do Imposto de Renda (IR) volume maior de recursos que destinam ao treinamento de mão-de-obra. A estimativa é de que as medidas anunciadas, recebidas com entusiasmo pelo setor, aumentarão a competitividade das empresas de software e serviços no cenário internacional e contribuirão para a criação de 100 mil postos de trabalho até 2011. As medidas, no entanto, não focam as pequenas e médias empresas. Embora, o plano vise a ampliação em 10% do número de micro e pequenas empresas exportadoras, faltou incentivos diretos ao pequeno negócio da área de tecnologia, eliminando burocracias, abrindo o mercado de compras públicas e desonerando o software de impostos diretos. Foi o que apontou, em entrevista exclusiva ao TIC Mercado, o secretário-executivo da Frente Parlamentar de Informática do Congresso Nacional, Leonardo Bucher.

TIC - O lançamento da Política de Desenvolvimento Produtivo, com incentivo às empresas e à inovação, faz com que o Brasil entre em uma nova conjuntura? O que isso significa para o país?

Leonardo Bucher - Não há dúvidas de que esta "PICTE II" veio bem melhor que a primeira. O governo acertou nas medidas para fazer uma intervenção quase que cirúrgica em amplos setores produtivos. Eu não teria a audácia de dizer que vamos atingir uma nova conjuntura, algo meio revolucionário. Mas que vai melhorar a conjuntura atual, disto não tenho dúvidas. A competitividade das empresas instaladas no país, notadamente as de serviço de informática e que miram o mercado externo, será aumentada sensivelmente. Parte dos efeitos negativos dos altos encargos sociais e da valorização do real será anulada por estas medidas anunciadas na segunda-feira. Podemos esperar, sem sombra de dúvidas, um aumento considerável da participação de nossas empresas no mercado externo. Em relação ao hardware, também podemos esperar muita coisa. Podemos esperar uma real ampliação da inclusão digital no país e uma queda significativa no mercado cinza.

TIC - Quais medidas dessa nova política podem acelerar o crescimento das exportações brasileiras no setor de tecnologia?

Leonardo Bucher - A diminuição dos encargos sociais, que pode atingir, em casos especiais, um quarto do total; a dedução em dobro das despesas com qualificação profissional para as empresas de TI; a regulamentação dos consórcios de micro e pequenas empresas; a extensão do Seguro de Crédito às Exportações às microempresas; as depreciações aceleradas e diminuição de prazos de aproveitamento de créditos diversos. Enfim, tudo nas medidas visam e miram exclusivamente a melhoria da competitividade em relação, principalmente, ao mercado externo e incentivam a inovação/capacitação tecnológica e qualificação de mão-de-obra.

TIC - A nova fase da política industrial tem como prioridades a inovação e a capacitação tecnológica. Qual a importância desse destaque para o desenvolvimento científico e tecnológico no Brasil?


Leonardo Bucher - É fundamental! E mais: as empresas não têm esta consciência, de uma maneira geral, e o governo, através de seus diversos organismos, foi extremamente feliz ao tomar para si o papel de principal articulador deste processo.

TIC - De que forma a Política de Desenvolvimento Produtivo estimulará os pólos de informática, favorecendo, assim, o desenvolvimento regional?

Leonardo Bucher -
A única medida que pode estimular os pólos diretamente é a regulamentação do artigo 56 da Lei Complementar 123/04, que cria os consórcios de micro e pequenas empresas. O restante estimula, especificamente, grandes empresas e, mais especificamente, grande empresas exportadoras de serviços de informática. As medidas são de uma precisão cirúrgica na direção do que quer o governo: aumentar as exportações e diminuir o déficit da balança comercial no item tecnologia. Haverá efeitos colaterais, e os teremos aos montes, benéficos, diga-se de passagem, mas será apenas isto: efeitos colaterais. Como exceção, o hardware pode aumentar, em pequena escala, o seu papel de agente de desenvolvimento regional, pois terá fortes estímulos que farão o setor experimentar um bom crescimento. E como a indústria está espalhada pelo país...

TIC - Em sua avaliação, as medidas que beneficiam o setor de software permitem superar barreiras que vinham inibindo o crescimento do setor?


Leonardo Bucher - Para quem está olhando para o mercado internacional, sim! Já internamente, não! Não digo que a PDP seja falha. Muito pelo contrário. Para o que ela se propõe, foi uma das peças mais bem elaboradas de políticas públicas que eu conheci. O que falta são os poderes públicos entenderem que inovação e, em grande parte, desenvolvimento tecnológico, se faz em pequenas e médias empresas. As grandes empresas compram inovação destas ou compram as pequenas e médias. Software, em sua essência, também. Então, se não se estimula micro, pequenas e médias empresas, não se consegue superar barreiras para o pleno desenvolvimento do setor. Falta ao país uma verdadeira e revolucionária política que incentive o pequeno negócio da área de tecnologia, eliminando burocracias, abrindo o mercado de compras públicas, criando a figura da encomenda tecnológica, estendendo a desoneração da folha de pagamentos para estes pequenos, permitindo que se deduzam investimentos por empresas optantes pelo lucro presumido e pelo simples, desonerando o software de impostos diretos e burocracia sufocante etc. Só assim, este setor, realmente, florescerá e nos colocará em posição de destaque perene perante o mundo. Espero que o setor consiga se mobilizar e fazer pressão no Congresso para conseguir algo nesta linha. Durante a elaboração da atual política, as entidades ou se abstiveram de participar ou centraram fogo no executivo, este muito mais sensível a grandes números e grandes metas, e deu no que deu: uma política seletiva para um alvo parcial. Agora, seria hora de reverem sua estratégia, chegarem a consensos fortes e acionarem o Congresso Nacional, através do canal mais adequado a isto: a Frente Parlamentar Mista da Informática.


 

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TIC BRASIL MERCADOCaso de sucesso

Comtec transforma Goiás em centro de referência em TI

Rodrigo Fernandes, presidente da Comtec

A união é a chave para o sucesso de projetos e equipes vencedoras. Essa é a filosofia da Comunidade de Tecnológica de Goiás (Comtec), entidade que congrega as empresas de tecnologia da informação e comunicação no Estado de Goiás. A Comtec trabalha para fortalecer o setor de maneira a promover o crescimento sustentável das empresas, com conseqüente desenvolvimento da economia goiana. A Comunidade surgiu com o sentimento de prover apoio às empresas de tecnologia do estado, visando impulsionar o setor de TIC ao reconhecimento e à maior competitividade das empresas locais.

“Desde seu surgimento, em 2005, a Comtec tem colaborado para a formalização das empresas integrantes, além de contribuir, sistematicamente, para o aumento da geração de empregos e o crescimento de outros setores da economia, que necessitam de tecnologia para se destacarem em um mercado cada vez mais competitivo”, disse Rodrigo Fernandes, presidente da comunidade. Juntamente com os empresários participantes, ao levantar informações do setor, descobriu-se a presença de mais de 800 empresas que empregam, aproximadamente, 7 mil trabalhadores, com um crescimento registrado de 30,2% no ano de 2006, o que mostra o Estado de Goiás como um ‘celeiro’ para criação de grandes empresas de TI”, acrescenta.

Uma das metas da Comtec é, através da melhoria da Gestão Empresarial e do crescimento da produtividade, a obtenção de certificação, trazendo, assim, destaque nacional para o cenário local do setor de tecnologia. Todo o trabalho desenvolvido visa à profissionalização e qualificação das empresas vinculadas ao setor de Base de Software, à retenção no Estado de profissionais de alto nível e ao engrandecimento do cenário local quanto a políticas de desenvolvimento de Tecnologia.

A Comtec, de acordo com Rodrigo Fernades, tem provido apoio às empresas locais e impulsionando a competitividade. “Para promover a competitividade estamos estruturados em 4 objetivos estratégicos: propiciar o acesso e fortalecer a presença no mercado nacional e internacional, com isso o impacto no faturamento das empresas são diretos; apoiar a qualificação e formação dos profissionais e a certificação dos processos de gestão e dos serviços de TIC - o intuito é aumentar a produtividade das empresas e promover a melhoria do software ou serviços prestados; criar um ambiente favorável para Inovação Tecnológica - 92% das empresas produzem software de gestão, criar novos produtos é um gargalo para o nosso crescimento e propiciar a competitividade das empresas; desenvolver e dar visibilidade ao setor de TIC e as empresas - Goiás hoje é o 9º maior estado em número de empresas e empregos gerados no setor, formamos mais de mil profissionais de TI por ano e temos uma economia que cresce acima da média brasileira.Temos potencial de nos consolidar com um dos pólos de TIC no Brasil e, para isso, mostrar esse potencial é fundamental”, aponta.

A entidade sabe que, em um mundo empresarial de competitividade acirrada, a capacidade de inovar tornou-se fator decisivo para a sobrevivência das empresas. Assim, a Comtec pensa e transforma Goiás em um dos ambientes mais favoráveis ao setor no país. Promove captação de recursos, inovação tecnológica, capacitação e certificação, políticas públicas, acesso a novos mercados, comunicação e marketing, relações institucionais e responsabilidade social. “Os incentivos que as empresas recebem para se instalarem na Comtec estão baseados em ações estruturadas no planejamento estratégico. Além disso, em média, temos o subsídio em 50% de redução de valores em capacitações, missões e outros aos filiados. Temos os seguintes incentivos: propiciar o acesso e fortalecer a presença no mercado nacional e internacional; apoiar a qualificação e formação dos profissionais e a certificação dos processos de gestão e dos serviços de TIC; criar um ambiente favorável para inovação tecnológica; desenvolver e dar visibilidade ao setor de TIC e as empresas”.

Rodrigo aponta ainda resultados positivos relativos à geração de empregos na região e competitividade das empresas estimulados pela Comtec. “Tivemos a implantação e certificação de seis empresas no nível G do mpsBR (Modelo e Processo de Software Brasileiro) com redução de 50% no programa, certificamos 17 empresas ISO 9001, aprovamos a Lei 8402/2006, que reduz o Imposto sobre Serviço (ISS) de 5% para até 2% e de 90% do Imposto Sobre Transmissão de Imóveis (ISTI) e Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) para as empresas que se instalarem nas localidades previstas na Lei da Estação Digital”.

“Além disso, temos o Programa de Gestão de Processos de Vendas para oito empresas da Comtec e realizamos o I e II Circuito de Automação para às MPE’s em parceria com a Fecomércio. Outro ponto importante é a obtenção de uma linha de financiamento para área de tecnologia da informação junto à Agência de Fomento do Governo do Estado de Goiás, no valor de R$ 20 milhões. Ainda firmamos parceria com o Instituto Euvaldo Lodi (IEL) com subsídio de 50% na taxa de administração para estagiários solicitados”, completa Rodrigo.

Essas ações interligadas agem de forma a fomentar a competitividade do setor de base de software instalado em Goiás. E esta união faz com que o estado seja o centro de referência em tecnologia no coração do Brasil.

 
   
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TIC BRASIL MERCADOPor Dentro

Nova política industrial estima aumentar a exportação de software em mais de quatro vezes

Hélio Costa

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no lançamento da Política de Desenvolvimento Produtivo

A Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP), conjunto de medidas divulgadas na segunda-feira (12/05) pelo Governo Federal para incentivar a indústria nacional, terá impacto no setor de tecnologia. O projeto prevê quadruplicar a exportação brasileira de software e atrair fábricas de semicondutores ao país. A nova política traz incentivos a mais de 25 diferentes setores da indústria brasileira e estabelece quatro metas. A primeira é elevar o investimento direto na economia de 17,6% para 21% do Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todos os bens e serviços produzidos no país), em 2010. Com as medidas anunciadas, o governo também pretende aumentar os investimentos privados em pesquisa e desenvolvimento de 0,51% para 0,65% do PIB até 2010. O número de pequenas e médias empresas que exportam deverá ser aumentada em 10% até 2010 a partir das 11.792 registradas em 2006. A PDP no setor de tecnologia será gerenciada em parceria pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e terá investimentos na ordem de R$ 41,2 bilhões até 2010. O destaque são os incentivos na exportação de softwares. Em 2007, foram destinados US$ 800 milhões em um mercado global que movimenta US$ 36 bilhões. Com a nova política, o Governo pretende mais que quadruplicar a receita das exportações no setor para US$ 3,5 bilhões até 2010. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva atrelou o sucesso do projeto com a aprovação de diversas Medidas Provisórias pelo Congresso Nacional. “Certamente iremos contar com a compreensão dos senadores e deputados e, como aconteceu nas obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o Congresso vai dar uma demonstração de competência e votar as coisas com a rapidez que o Brasil precisa, não é o presidente que precisa”, afirmou Lula.

Pesquisa vai mapear inovação industrial no Brasil

Hélio Costa

João Alberto De Negri, pesquisador do Ipea

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) estão desenvolvendo uma pesquisa para estudar como as empresas brasileiras acumulam conhecimento nos diferentes setores industriais para produzir inovação tecnológica. O trabalho, denominado "Determinantes da acumulação de conhecimento para inovação tecnológica nos setores industriais no Brasil: uma avaliação direcionada para formulação de políticas públicas", reunirá uma equipe de pesquisadores, que entregarão diversos produtos em várias fases, em um total de dois anos de pesquisa. "O estudo auxiliará os formuladores de políticas públicas a precisar e aprofundar o desenho das ações de incentivo à inovação", afirma o pesquisador do Ipea, João Alberto De Negri, que coordena o trabalho junto com o professor de Ciências Econômicas da UFMG, Mauro Borges Lemos. Os setores inicialmente contemplados são a indústria automotiva, de couro-calçados, higiene pessoal-perfumaria, madeira-móveis, Plásticos, têxtil-confecções, bens de capital, naval-aeronáutica, tecnologias de informação e comunicação, saúde, energia, sistema agroindustrial e defesa. As pesquisas identificarão padrões de agregação setorial voltados para a formulação de políticas públicas. O principal objetivo é analisar impactos da inovação tecnológica em indústrias brasileiras.

Pesquisa mostra crescimento de 49% no e-commerce brasileiro no primeiro trimestre

Uma pesquisa da consultoria e-bit revela que o comércio eletrônico registrou faturamento recorde de R$ 1,84 bilhão no primeiro trimestre de 2008. O dado significa um crescimento de 49% em relação ao mesmo período do ano passado. Para a e-bit, os números indicam perspectivas de bons resultados para o comércio online neste ano. O gasto médio por consumidor aumentou para R$ 319 por compra no trimestre, contra R$ 295 no mesmo período do ano passado. Os produtos mais vendidos no período foram livros (21%), produtos de informática (12%) e saúde e beleza (9%). Na lista, segues os eletrônicos, em quarto lugar, com 7%, e eletrodomésticos em quinto lugar, com 6%. Os eletrodomésticos não ocupavam os primeiros lugares no ranking do primeiro trimestre desde 2005.

Produtos mais vendidos no e-commerce
Livros 21%
Informática 12%
Saúde e beleza 9%
Eletrônicos 7%
Eletrodomésticos 6%
Fonte: e-bit

Lula anuncia nova diretoria da ABDI

A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial conta com nova diretora. O anúncio foi publicado na edição do último dia 05 do Diário Oficial da União. Quem assume a diretoria da agência é Maria Luisa Campos Machado Leal. O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, nomeou Maria Luisa em substituição a Evando Mirra de Paula e Silva. A nova diretora já foi assessora especial da Secretaria de Relações Instituições da Presidência da República e secretária nacional de Programas de Desenvolvimento do Turismo, do Ministério do Turismo. A ABDI tem como missão promover o desenvolvimento industrial e tecnológico brasileiro, por meio do aumento da competitividade e da inovação.

ABES, BSA e ESA divulgam balanço das ações de combate à pirataria realizadas em abril

Hélio Costa

Emílio Munaro, coordenador do Grupo de Trabalho Antipirataria da ABES

A Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES), a Business Software Alliance (BSA) e a Entertainment Software Association (ESA) divulgam o balanço das iniciativas de combate à pirataria realizadas em abril. No total ocorreram 61 ações em todo o país, que resultaram na apreensão superior a 158 mil CDs e 14 computadores contendo programas falsificados. Também foram retirados do ar 32 sites que comercializavam softwares piratas, assim como 1,3 mil anúncios destinados à divulgação do comércio de produtos ilegais. As entidades registraram ainda mais de 960 contatos por e-mail e telefone, entre denúncias e pedidos de informações sobre pirataria. Como conseqüência, a BSA enviou 299 notificações extrajudiciais. Destaque para a volta do Projeto Escola, iniciativa da Câmara Americana de Comércio (Amcham) com o apoio da ABES, lançada em julho de 2007, com o objetivo de alertar educadores, pais e alunos a respeito dos problemas e conseqüências da pirataria. Para oficializar o início do programa foi realizado o "II Fórum de Conscientização de Educadores no Combate à Pirataria" com palestras e oficinas sobre o tema. “Campanhas educacionais como o Projeto Escola, o treinamento de capacitação para agentes públicos e as ações de busca e apreensão realizadas constantemente demonstram o nosso empenho no combate à pirataria. Os resultados positivos nos impulsionam a enfrentar os desafios para coibir esta prática ilegal no país”, afirma Emílio Munaro, coordenador do Grupo de Trabalho Antipirataria da ABES.

Nova diretoria da Rede Global Info reafirma propostas pela universalização democrática do acesso à informação

Hélio Costa

Jorge de La Rocque, foi reconduzido por unanimidade ao cargo de presidente da Global Info em seu terceiro mandato

A luta dos provedores banda larga pela universalização democrática do acesso à informação foi reforçada na semana passada com a eleição da nova diretoria da Rede Global Info para o mandado de um ano, quando será realizada nova assembléia e eleições, de acordo com o Estatuto em vigor. Para o novo exercício, a entidade pretende fortalecer seus estatutos a partir do estabelecimento de um código de ética e conduta e estudar a possível criação de um sindicato para potencializar a representatividade da categoria perante as autoridades administrativas e judiciárias. A nova diretoria entende que um sindicato poderia fortalecer novas prerrogativas para garantir as relações com as demais entidades de trabalhadores e profissionais, zelando pelo cumprimento da legislação que assegure direitos às categorias, incluindo a luta pelo fortalecimento de consciência da organização sindical e integração de todas as entidades populares e sindicais que trabalham para o desenvolvimento do mercado de telecomunicações no Brasil. A assembléia geral que referendou a renovação do quadro de conselheiros administrativos e fiscais da Rede Global Info aconteceu no dia 25 de abril e o médico e educador Alberto Jorge de La Rocque Pereira Meireles foi reconduzido por unanimidade ao cargo de presidente em seu terceiro mandato à frente da entidade, que representa e reúne mais de 700 provedores de acesso à Internet, presentes em mais de 1300 municípios brasileiros. A nova diretora tem como meta ampliar a luta pelas reivindicações dos provedores banda larga e o diálogo com o governo, Congresso, entidades da sociedade civil para a discussão das principais propostas defendidas pela Rede Global Info pela diretoria anterior.

Pesquisa mostra que 44% dos brasileiros não usam recursos multimídia do celular

Pesquisa, divulgada na terça-feira (13), durante o 7º Tela Viva Móvel, realizada pela Nielsen Mobile revelou que 44% dos assinantes de telefonia móvel não fizeram uso de nenhum recurso multimídia do seu aparelho nos últimos 30 dias. Dos entrevistados, 32% declararam utilizar a máquina fotográfica do aparelho. Roberto Vazquez, diretor para a América Latina da Nielsen Mobile, disse que a câmara é o recurso mais utilizado não só no Brasil como no mundo todo entre usuários de telefonia móvel. Em segundo lugar figura os jogos do celular, na preferência de 25% dos entrevistados. Em seguida vêm os downloads de ringtones, de wallpaper e de comunicadores instantâneos, com menos de 10%. No quesito objeto de desejo, a câmera é o item mais votado entre os usuários brasileiros. Em segundo lugar, vem o MP3 player, com 63%, seguido pelo rádio, eleito por cerca de 40% dos participantes do estudo.

FINEP conhece setor de tecnologia de Santa Catarina

Hélio Costa

Alexandre d´Avila da Cunha, presidente do CETIC-SC

Destaque nacional no segmento de tecnologia, Santa Catarina recebe nesta semana a visita do presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), Luis Fernandes. O órgão, ligado ao Ministério de Ciência e Tecnologia, é responsável no Estado pelo financiamento de diversos projetos como o Juro Zero, Pappe Inovação, PLATIC, Laboratório de Compatibilidade Eletromagnética, além de garantir recursos para dezenas de empresas catarinenses. O convite para conhecer o setor de tecnologia no Estado veio do Conselho de Entidades de Tecnologia da Informação e Comunicação de Santa Catarina (CETIC-SC), em contato intermediado pela vereadora da Capital, Angela Albino (PCdoB). Na quinta-feira (15), no começo da tarde, Luis Fernandes se reunirá com empresários e lideranças do setor para conhecer algumas empresas que receberam financiamento da FINEP. O CETIC-SC fará uma apresentação do arranjo produtivo local de TIC de Santa Catarina, além das entidades que participam do Conselho, que é um fórum político do segmento. "Pretendemos fazer um balanço dos projetos viabilizados e em curso no Estado com recursos da FINEP, sinalizando a importância da presença do órgão no Estado", explica o presidente do CETIC-SC, Alexandre d´Avila da Cunha. As entidades apresentarão alguns projetos locais que demandam apoio da FINEP, ligados a áreas como capacitação de mão-de-obra, criação e ampliação de parques tecnológicos e fomento à inovação tecnológica nas empresas catarinenses. Projetos da FINEP em parceria com a Fundação de Apoio à Pesquisa Científica e Tecnológica de Santa Catarina (FAPESC) também serão tratados. Um dos grandes destaques da presença da FINEP no Estado é o programa Juro Zero, que nos últimos dois anos ofereceu R$ 20 milhões em financiamentos a juro zero e sem garantias reais para pequenas e médias empresas do segmento. São empréstimos de R$ 100 mil a R$ 900 mil para financiar a inovação tecnológica. Até o momento, 25 empresas já foram beneficiadas, num total de mais de R$ 15 milhões aportados, sendo o restante já comprometido com novos projetos.

Substrato

A HP fechou ontem (13) a compra da provedora de serviços EDS por aproximadamente US$ 13,9 bilhões, ou US$ 25 dólares por ação. Os termos da transação foram aprovados por unanimidade pela diretoria das duas empresas. A compra será concluída no final do primeiro semestre de 2008. A HP estima que a compra vai mais que dobrar sua receita em serviços, que foi de US$ 16,6 bilhões no ano fiscal de 2007. “A combinação da HP e EDS vai criar uma força que será líder mundial em serviços TI”, disse Mark Hurd, presidente e diretor executivo da HP.

A Microsoft Brasil e a Positivo Informática comemoram um grande marco no mercado consumidor de tecnologia. A Positivo encerrou o último mês de abril com o recorde de 1 milhão de PCs e notebooks vendidos com o Windows Vista pré-instalado. O sistema operacional da Microsoft foi lançado para o usuário final em fevereiro de 2007 e mundialmente foram vendidas mais de 140 milhões de cópias.


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