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Brasil precisa fortalecer sistema de e-gov |
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Penetração de computadores no Brasil deve dobrar nos próximos três anos |
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Governo quer empresas pernambucanas investindo em inovação tecnológica |
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Associação Catarinense de Empresas de Tecnologia empossa nova diretoria |
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21 de maio de 2008 |
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SOFTEX, no âmbito do PROIMPE, lança editais para a contratação de consultorias.
O Programa de Estímulo ao Uso de Tecnologia da Informação em Micro e Pequenas Empresas (PROIMPE) lançou seis editais para a contratação de consultorias para a elaboração de um Plano Diretor de Tecnologia da Informação (PDTI) ou de Modelo de Governança para micros e pequenas empresas. O programa, liderado pelo SEBRAE Nacional, é realizado em parceria com a Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro (SOFTEX), a Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação, Software e Internet (ASSESPRO) e a Federação Nacional das Empresas de Serviços Técnicos de Informática e Similares (FENAINFO). As empresas interessadas em participar dos editais têm até o próximo dia 30 de maio para encaminhar as suas propostas. Informações detalhadas no site
www.softex.br ou no e-mail editalproimpesoftex
@nac.softex.br.
Minas Gerais sedia evento sobre segurança em gestão de conteúdos.
A revenda mineira CW4, referência no ramo de soluções de segurança para conteúdo corporativo, com a participação da Google, promoverá, no dia 27 de maio, em Belo Horizonte (MG), evento de apresentações e debates sobre segurança em gestão de conteúdos. Foram convidados empresários, diretores, gerentes e técnicos de empresas de Belo Horizonte, com o objetivo de fazer com que reconheçam a importância de se gerenciar o conteúdo corporativo com eficiência e, acima de tudo, segurança. Para o gerente de Marketing da CW4, Fabrício Portugal, uma empresa que sabe gerir suas informações com segurança está um passo à frente das concorrentes. A CW4 espera fechar cerca de 20 negócios com esse evento, o que representa aproximadamente 25% das empresas convidadas, podendo chegar a um valor total de mais de US$ 750.000. Mais informações pelo telefone (11) 6858-9191.
Assespro abre inscrições para curso de desenvolvedor de software.
A Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação, Software e Internet (ASSEPRO-RS) abre as inscrições para o processo seletivo do Curso de Desenvolvedores de Software em escolas da rede municipal de ensino de Porto Alegre. A iniciativa faz parte do Programa de Capacitação de Capital Humano, resultado do convênio firmado pela entidade com a Prefeitura Municipal de Porto Alegre e demais entidades de TI, para preparar jovens da rede municipal de ensino ao mercado de trabalho no segmento da Tecnologia da Informação. As inscrições estão abertas até o dia 26 de maio, através do site da www.assespro-rs.org.br.
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Tema da Semana
Brasil precisa fortalecer sistema de e-gov
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| Tânia Cristina D. Bueno, presidente do Instituto de Governo Eletrônico, Inteligências e Sistemas - i3G |
No contexto da sociedade da informação, cidadãos estão exigindo um desempenho melhor por parte dos governos, tanto no que se refere à eficiência quanto à transparência de ações. Nesse sentido, administradores públicos têm enxergado a internet como instrumento capaz de otimizar a resposta do governo aos cidadãos. Assim nasceu o conceito de governo eletrônico (e-gov), tendência global que tem feito com que governos, nas esferas municipal, estadual e federal, empreguem as TICs no provimento de acesso a informações e serviços. De modo geral, aceita-se governo eletrônico como sendo a prestação de serviços públicos por meio eletrônico no sistema 24/7, ou seja, vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana, visando construir uma arquitetura interoperável a fim de munir os cidadãos com acesso a informações e serviços. No Brasil, um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), que analisa o uso de ferramentas tecnológicas na prestação de serviços públicos, denominado E-Government Survey 2008, trouxe, em janeiro deste ano, o portal da Câmara dos Deputados como destaque do país na área. O estudo, no entanto, revela que o Brasil caiu 12 posições no ranking que avalia o desempenho do governo eletrônico na América do Sul. O país caiu do 33º em 2005 para o 45º lugar neste ano, atrás da Argentina (39º) e do Chile (40º). Em entrevista exclusiva ao TIC Mercado, Tânia Cristina D. Bueno, presidente do Instituto de Governo Eletrônico, Inteligências e Sistemas (i3G), sociedade civil sem fins lucrativos, que desenvolve pesquisas e ações, visando o fortalecimento da cidadania e eficiência dos serviços públicos, falou sobre os esforços dos governos no desenvolvimento de padrões tecnológicos. A presidente do i3G disse ainda que é preciso pensar o papel dos governantes e dos cidadãos, caso contrário, autoritárias versões de Governo Eletrônico ganharão força.
TIC – Como definir Governo Eletrônico?
Tânia Bueno - No primeiro momento, a questão fica centralizada no cenário de um governo que utiliza os melhores recursos da tecnologia da informação para manter o controle governamental em prol da cidadania. Apresentaram-se dois cenários marcantes, um sob um estado totalitário e outro sob um estado democrático. Claro que há variantes, mas observamos que o governo eletrônico coexiste acima de ideologias políticas e formas de governo. Ele é exemplar em Singapura e nos EUA, e é utilizado da mesma forma na Bahia e no Rio Grande do Sul, enfim um perfeito instrumento de controle estatal.
TIC - Governos de todo o mundo têm concentrado esforços no desenvolvimento de políticas e padrões em termos de TICs para munir os cidadãos com acesso a informações e serviços. Essa é uma tendência passageira ou já se consolidou como ferramenta indispensável às esferas do governo?
Tânia Bueno - O governo eletrônico tem se caracterizado por serviço ao cidadão. Recentemente, como mecanismo de transparência, para controle externo pelo cidadão dos atos governamentais. Acredito que esse é o próximo passo, é como exercício da cidadania (voto eletrônico, plebiscitos, participação direta em decisões governamentais, direito de opinião nos atos da vida pública). Baseando-se nessas questões, um portal tem que ser estruturado baseado na sua finalidade. Acessibilidade, velocidade, usabilidade, etc., são condições de qualidade na parte de TI e devem estar presentes em qualquer aplicativo.
TIC – Como você enxerga as ações de e-gov no Brasil e qual o desafio do país em relação ao tema?
Tânia Bueno - É uma visão compartimentada. Prefiro uma visão única, já que todos somos cidadãos. Uma visão holística de e-gov traria maior benefícios. O estado tem que pensar do ponto de vista de beneficiar o cidadão e não em se beneficiar. A iniciativa privada não é a vilã.
TIC - Os governos, de forma geral, que têm empreendido esforços para construir um governo eletrônico, estão conseguindo promover uma ação pública eficaz direcionada ao cidadão?
Tânia Bueno - Hoje, revendo essa necessidade perante o momento político que estamos vivenciando como cidadãos brasileiros, compreendo que a redefinição do contexto não será suficiente para a tão almejada paz social, nem aqui nem em outros lugares do mundo. É pura falácia, precisamos sim é evoluir, como pessoas, para sermos governantes de nossa própria história, pois o Governo Eletrônico não resolverá, por si só, os problemas sócio-governamentais. É preciso que o governante presente em cada cidadão, que utiliza os recursos da tecnologia da informação para conectar, influenciar e sincronizar pensamentos em busca do bem comum, encontre no Governo Eletrônico uma forma de existir.
TIC – Qual o aspecto chave para o sucesso de qualquer governo eletrônico?
Tânia Bueno - Imagine um agente inteligente de Governo Eletrônico, que segue difundindo conhecimentos e informações para resgatar o mais descuidado dos homens. O Governo Eletrônico parte do princípio no qual o Estado cumpre com mais qualidade e celeridade sua função através do oferecimento de serviços na internet, ou qualquer outra forma de rede. É o governo comunicando-se com o cidadão. O poder será outorgado pelo povo, que conhecerá o verdadeiro sentido do estado democrático. E assim, a visão primorosa do exercício de poder pelo povo e para o povo pode ser concretizado através do Governo Eletrônico. E se não pensarmos o papel dos governantes e dos cidadãos, cruéis e autoritárias versões de Governo Eletrônico ganharão força. E o totalitarismo eletrônico, que está se desenhando por causa da violência e da corrupção - não somente no estado brasileiro, mas principalmente no cenário mundial -, tornar-se-á o desejo dos cidadãos, não por virtú, mas por medo. Sob outra ótica, teríamos, ao contrário, cidadãos impondo e comunicando seus desejos. Utopia? Tudo começa com uma idéia, que vira sonho, que vira realidade....
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Debate
Governo quer empresas pernambucanas investindo em inovação tecnológica
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| Diogo Simões, presidente da Facepe |
O presidente da Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (Facepe), Diogo Simões, apresentou, no último dia 15, o Edital RHAE INOVAÇÃO, do Programa Pesquisador na Empresa, para apoio ao desenvolvimento tecnológico e à inovação. O edital, parceria como o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), concederá bolsas para que mestres e doutores desenvolvam projetos de pesquisa tecnológica e de inovação em empresas sediadas no Estado de Pernambuco. O objetivo é incentivar as empresas pernambucanas a investirem em inovação, contribuindo para o aumento de sua competitividade.
Está sendo destinado um montante de R$ 2,25 milhões para o edital e cada projeto poderá solicitar até R$ 300 mil em bolsas. Serão aceitos projetos de desenvolvimento tecnológico de produtos ou processos que visem o aumento da competitividade das empresas por meio de inovação; adensamento tecnológico e dinamização das cadeias produtivas; incremento, compatível com o setor de atuação, dos gastos empresariais com atividades de pesquisa e desenvolvimento tecnológico; atendimento à relevância regional; e cooperação com instituições científicas e tecnológicas.
Os projetos devem abordar os setores industriais, preferencialmente dentro das áreas prioritárias da Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior ou de interesse estratégico para Pernambuco, além dos Arranjos Produtivos Locais. “O lançamento deste edital é uma das iniciativas tornadas possíveis a partir da substancial elevação dos recursos repassados pelo Governo do Estado para a Facepe”, observou Diogo Simões. O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, anunciou no ano passado o repasse da ordem de R$ 100 milhões, no período de 2007 a 2010, para a fundação, atingindo R$ 40 milhões em 2010. Nos últimos anos, até 2006, a média anual era de apenas R$ 2,5 milhões.
Além de contemplar as micro, pequenas e médias empresas, o edital também inclui as cooperativas e associações empresariais. A entidade envolvida atuará como Instituição Executora e deverá aportar ao projeto a contrapartida mínima de 20% do seu valor total, em recursos financeiros ou não financeiros. Como aportes da instituição executora serão aceitos recursos de custeio e recursos de capital. O edital classifica como custeio os salários de pessoal próprio alocado ao projeto, material de consumo, passagens, auxílio moradia, seguro-saúde e diárias para os membros da equipe do projeto. Os recursos de capital definidos pelo edital são instalações, equipamentos, material permanente e material bibliográfico a serem utilizados.
Para se habilitar a participar do edital, a instituição deverá constar do Cadastro de Instituições do CNPq (www.cnpq.br) até a data limite para apresentação das propostas. Os projetos a serem apoiados pelo edital deverão ter prazo máximo de execução estabelecido em trinta meses.
Inovação e dinamismo econômico
A inovação é responsável por uma grande parcela, entre 80% e 90%, dos ganhos de produtividade em economias avançadas. Sabendo-se que ganhos de produtividade respondem por mais de 80% do crescimento econômico, estima-se que o processo de inovação é a maior fonte de dinamismo da economia, em contraposição, por exemplo, a ganhos de exploração de força de trabalho desqualificada. No entanto, o Brasil ainda não despertou para a importância da inovação. O País apresenta deficiências importantes para o desenvolvimento da sociedade de conhecimento. Uma delas é a concentração da produção científica nas universidades públicas, devido à falta de incentivo para o desenvolvimento da inovação nas empresas e indústrias.
A fragilidade do sistema de inovação brasileiro fica evidente quando comparamos o número de patentes registrados no Brasil e o registrado em países europeus, asiáticos e norte-americanos. Enquanto residentes brasileiros depositaram 106 pedidos de patente, residentes coreanos depositaram nada menos que 4.428 pedidos. Além disso, entre as oito maiores empresas depositantes com endereço no Brasil, figuram quatro multinacionais, o que não ocorre no caso coreano.
Pernambuco apresenta uma situação ainda pior. O estado não consegue impulsionar com suas competências científicas o dinamismo do tecido produtivo. Apesar do estado deter uma relação relativamente elevada de cientistas e engenheiros no total de matriculados no ensino superior (21,5%), em comparação com as médias nacional e regional, a relação patentes por milhão de habitantes é bastante inferior à média nacional. Pernambuco ocupa a 12ª posição, quando se considera o número de pedidos de patentes de invenção depositados no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) por residentes no estado, ficando atrás da Bahia e do Ceará.
Com o edital RHAE INOVAÇÃO do Programa Pesquisador na Empresa para apoio ao desenvolvimento tecnológico e à inovação, esse quadro pode ser revertido aproximando a competência científica pernambucana das empresas instaladas no estado. |
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Debate
Penetração de computadores no Brasil deve dobrar nos próximos três anos
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| Fernando Meirelles, professor titular da FGV-EAESP e coordenador da Pesquisa Anual |
Há 50 milhões de computadores em uso no Brasil (corporativo e doméstico). O dado faz parte de um estudo da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV-EAESP), que divulga anualmente um amplo retrato do mercado de TI, com resultados de pesquisas do uso nas empresas e do comércio eletrônico no mercado brasileiro. Os valores e estudos divulgados comprovam um crescente processo de informatização das empresas e da sociedade.
O estudo mostra ainda que a penetração de microcomputadores no Brasil deve dobrar nos próximos três anos, ou seja, até 2011, um em cada dois brasileiros terá um computador. Serão 100 milhões de computadores no país entre 2011 e 2012. "Como a população cresce cerca de 2% ao ano, teremos 200 milhões de brasileiros, o que equivale dizer que a penetração será de 50%", explicou Fernando Meirelles, professor titular da FGV-EAESP e coordenador da Pesquisa Anual.
A média de crescimento nas vendas de PCs é de 16% ao ano. O índice é considerado conservador pela pesquisa. “A previsão para 2008 é de um crescimento em torno de 28% sobre as vendas de 10,5 milhões de unidades comercializadas em 2007, que, com um crescimento de 42% pela primeira vez, superaram as vendas de televisores”, acrescenta Meirelles.
A penetração dos PCs é de 26% dos brasileiros, índice que este ano superou a média mundial, de 21%. No ano passado, quando a venda de microcomputadores no país foi de 42%, o Brasil ficou praticamente empatado com a média mundial, mas neste ano avançou cinco pontos percentuais.
Os números levam em conta a manutenção do cenário atual de dólar retraído, medidas de incentivo do governo, oferta de crédito e economia estável. “Ao final de 2007, o Brasil tinha uma base instalada de 45 milhões de microcomputadores, entre empresas e residências, número ao qual foram adicionados 5 milhões vendidos entre janeiro e abril deste ano. Um terço das vendas atuais corresponde a notebooks e dois terços a computadores de mesa”, aponta o coordenador da pesquisa.
O levantamento atual é uma ampliação da amostra do estudo para sua 19ª edição. A pesquisa foi realizada em 4.400 empresas, com 1.700 respostas válidas de grandes e médias empresas. As empresas gastaram e investiram 5,7% da sua receita líquida em Tecnologia de Informação. O Custo Anual por Teclado (Gastos e Investimentos totais no ano dividido pelo número de teclados) cresceu para US$ 10.300, algo em torno de em R$ 20.200, valor próximo ao Custo Anual por Usuário.
A pesquisa quantifica dezenas de outros indicadores. A Microsoft, por exemplo, continua dominando a estação de trabalho das empresas com o Windows, Explorer e o Office (mais de 92%). Nos servidores corporativos, o Linux tem 18% do mercado de ambiente operacional e a Oracle 35% de participação em Banco de Dados corporativos. Os softwares de gestão (ERP) da TOTVS, SAP, Oracle e Datasul, nesta ordem, têm juntos 80% do mercado.
Continua chamando a atenção a maturidade do processo de informatização e a estabilidade dos principais indicadores. “Em suma, a pesquisa mostra um crescimento, positivo e consistente”, aponta Meirelles.
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Por Dentro
Associação Catarinense de Empresas de Tecnologia empossa nova diretoria
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Rui Goncalves, novo presidente da ACATE |
Eleita no dia 25 de março, a nova diretoria da Associação Catarinense de Empresas de Tecnologia (ACATE) tomou posse oficialmente em uma cerimônia no dia 16 de maio, na Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC), em Florianópolis. Com 22 anos de atividades, a ACATE é a mais atuante entidade representativa do setor de tecnologia da informação e comunicação de Santa Catarina. Atualmente, são 192 associadas - empresas de todo o Estado e dos segmentos de software, hardware e serviços. Um grupo que fatura cerca de R$ 500 milhões por ano e que emprega aproximadamente 3,5 mil pessoas. Além da nomeação do empresário Rui Gonçalves para presidente da entidade, de Moacir Marafon para vice-presidente e de Daniel Leipnitz para diretor financeiro, a cerimônia foi marcada pela apresentação dos projetos que serão desenvolvidos pela nova gestão. Entre eles está a criação e a viabilização de parques tecnológicos com o incentivo da construção de novos empreendimentos imobiliários voltados ao setor. "Já estamos em negociação com a Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) para a criação de um fundo imobiliário com condições similares ao programa Juro Zero", aponta o presidente eleito da entidade, Rui Gonçalves. Na pauta da ACATE para os próximos dois anos está também a ampliação de projetos de captação de recursos para as empresas catarinenses de tecnologia, especialmente em parceria com órgãos como FINEP, BNDES, BADESC, FAPESC e CNPq. Santa Catarina ocupa nacionalmente uma posição de destaque em programas de financiamento. O Juro Zero, por exemplo, está em execução há menos de dois anos no Estado e já beneficiou 25 empresas, com recursos totais de R$ 15,1 milhões. A entidade também quer fortalecer a sua atuação em outras regiões, além da Grande Florianópolis, estimulando o associativismo do setor. "Iremos promover parcerias com entidades empresariais locais de diversas regiões do Estado que possuam afinidade com o setor de tecnologia. O objetivo é levar os serviços que a ACATE oferece aos associados também para essas empresas, as beneficiando diretamente", explica Gonçalves.
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Mercado de PCs cresce 25,6% no primeiro trimestre de 2008
O mercado brasileiro de PCs movimentou 2.510.000 unidades no primeiro trimestre deste ano. Isto representa um crescimento de 25,6% sobre o mesmo período do ano passado. Os dados fazem parte de um estudo contratado pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (ABINEE) junto à consultoria IT Data. Segundo o presidente da ABINEE, Humberto Barbato, desta vez, não foi somente o segmento doméstico que impulsionou as vendas. “As empresas renovaram a sua base instalada de PCs e, também, fizeram novas aquisições, motivadas pela elevação do número de empregados formais no país”, diz. Dados do Ministério do Trabalho indicam que nos primeiros três meses deste ano foram criados mais de 550 mil novos postos de trabalho com carteira assinada. E, a cada 2,7 empregos gerados, as empresas adquirem um PC, segundo a IT Data. O estudo do mercado de PCs mostra que as vendas de desktops alcançaram 1.846.000 unidades neste trimestre, o que representa um crescimento de 5,8% sobre o primeiro trimestre de 2007. Comprovando a tendência de migração, o mercado de notebooks alcançou 664 mil unidades nestes três primeiros meses do ano, 165% superior ao mesmo período de 2007, passando a representar 26% do mercado de PCs no primeiro trimestre. A estimativa da ABINEE para 2008 é que, até o final do ano, este percentual atingirá 32,4%. A participação do mercado ilegal de desktops cresceu de 29%, no quarto trimestre de 2007, para 32% neste primeiro trimestre. Para o presidente da ABINEE, a greve dos auditores da Receita Federal favoreceu este crescimento, em função da retenção de componentes oficiais nas alfândegas. O mercado ilegal de notebooks apresentou redução de 37%, no quarto trimestre de 2007, para 34%, neste trimestre. No primeiro trimestre, foram comercializados cerca de 70 mil PCs com as especificações do programa Computador para Todos. O número apurado refere-se às vendas com as configurações do programa e não às vendas com a utilização de financiamento governamental.
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| fonte: Abinee |
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Fusão de teles será debatida na Câmara
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CCTCI da Câmara dos deputados vai debater as mudanças no PGO e o processo de compra da Brasil Telecom pela Oi. |
A Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara (CCTCI) remarcou para o próximo dia 29 a primeira etapa da audiência pública que vai debater as propostas de mudanças no Plano Geral de Outorgas nas Concessionárias de telefonia fixa, em análise pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), e sobre o processo de compra da Brasil Telecom pela Oi. Para o debate do dia 29 de maio, serão convidados os presidentes da Oi, Luiz Eduardo Falco, e da Brasil Telecom, Ricardo Knoepfelmacher. Na semana seguinte, dia 03 de junho, será a vez do ministro das Comunicações, Hélio Costa, do presidente da Anatel, embaixador Ronaldo Sardenberg, e do presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, prestarem esclarecimentos sobre a operação. A audiência, que será realizada em conjunto com a Comissão de Defesa do Consumidor, atende a quatro requerimentos apresentados pelos deputados Leandro Sampaio (PPS-RJ), Arnaldo Jardim (PPS-SP), Jorginho Maluly (DEM-SP) e Jorge Bittar (PT-RJ), na CCTCI, e um na CDC, da deputada Ana Arraes (PSB-PE). Em seus requerimentos, os deputados manifestaram preocupação em discutir as implicações que eventuais mudanças nas regras terão para o mercado de telecomunicações e para os usuários dos serviços. A expectativa é de que a Anatel flexibilize, com as mudanças na regulamentação, as regras para a fusões de empresas concessionárias, o que é vedado hoje. |
Brasil ainda não tem infra-estrutura para a produção de chips
O CEO da AMD, Hector Ruiz, que veio ao País para participar de um encontro sobre o mercado de semicondutores, em Brasília, disse que o Brasil, nem qualquer outro país da América Latina, tem infra-estrutura para sediar uma fábrica de chips hoje. Segundo o executivo, a instalação de uma fábrica de semicondutores exigiria investimentos da ordem de US$ 4 bilhões e não levaria menos de quatro anos. A declaração vem na contra-mão dos planos do Brasil, que determinou como meta na sua recém-anunciada Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP) a instalação de duas fábricas locais de circuitos integrados, em curto prazo. Mesmo sem acreditar que o País tenha condições imediatas para iniciar a produção local de chips, o executivo aposta em um aumento de cinco vezes na demanda por este tipo de componente no mercado brasileiro até 2020. |
Gigantes da indústria eletroeletrônica desembarcam no Brasil para fazer negócios
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O presidente Lula recebe os empresários no Palácio do Planalto hoje à tarde para fazer um balanço do evento. |
Grandes multinacionais da indústria eletroeletrônica e de semicondutores, como IBM, Freescale, Intel, AMD, Fujitsu, Motorola, Cadence e Toshiba chegaram a Brasília ontem (20), para participar do IC Executive Summit – evento que busca destacar o novo ambiente de negócios na área de semicondutores no Brasil. A iniciativa leva a chancela do Ministro de Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, com apoio da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). Durante o encontro, que termina hoje, os empresários receberão informações sobre o panorama de oportunidades oferecidas pelo Brasil na área de semicondutores. A apresentação deste cenário ficará a cargo dos ministros Sérgio Rezende, Miguel Jorge, da pasta do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, e Hélio Costa, das Comunicações. Os fabricantes internacionais também vão conhecer os incentivos à inovação tecnológica concedidos pelo País, o Plano de Investimentos para o setor de Microeletrônica, a Política Industrial Brasileira para os semicondutores e as reais condições oferecidas pela economia brasileira. Segundo Pedro Alem, assessor de projetos da ABDI, a realização do ‘Summit’ comprova o amadurecimento do Brasil no campo dos semicondutores. “Esse ambiente vem evoluindo desde 2003, com a inclusão do tema na Política Industrial, os investimentos na criação de Centros de Projetos (Design Houses), os incentivos do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Semicondutores, o PADIS, as linhas de crédito da FINEP e a capacitação de projetistas de circuitos integrados pelo Ministério de Ciência e Tecnologia”, destaca. A abertura do IC Executive Summit foi feita pela Ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, enquanto o encerramento terá a participação do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que recebe os empresários no Palácio do Planalto hoje (21) de maio, à tarde, para fazer um balanço do evento. |
Tocantins se mobiliza para criar Fundação de Fomento
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A reunião debateu as FAPs como instrumento de desenvolvimento científico e tecnológico dos estados |
A região Norte ganhará, em breve, mais uma Fundação Estadual de Amparo à Pesquisa (FAP). É o que espera o Secretário de Ciência e Tecnologia de Tocantins, Osmar Nina Garcia Neto. Durante evento realizado no dia 14, na sala de reuniões do Palácio Araguaia, sede do poder executivo estadual, o presidente do Conselho Nacional das FAPs, Odenildo Teixeira Sena, também diretor da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), apoiou a proposta e apresentou um pouco da experiência de gestão à frente da entidade no Amazonas. Junto a ele, estava o diretor presidente da recém-criada Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Pará (Fapespa), Ubiratan Holanda. Ambos ministraram a palestra “FAP como instrumento de desenvolvimento científico e tecnológico dos estados”. Sena destacou que pouco se investia na formação de mestres e doutores no Amazonas, até a criação da Fapeam, há cinco anos. Desde lá, já são contabilizados 266 mestres e 600 doutores pós-graduados e investidos R$ 135 milhões em pesquisa básica, aplicada e formação de recursos humanos nas áreas de ciência e tecnologia. O presidente do Confap também ressaltou que os investimentos em C&T devem ser constantes. “Mesmo criando a FAP, é preciso que exista a consciência de que os investimentos em CT&I devem ser uma ação de Estado e não de governo”, diz Sena. A proposta é que a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Tocantins saia do papel ainda esse ano, segundo Osmar Nina. Atualmente, existem 23 Fundações no Brasil. |
Substrato
A Microsoft anunciou ontem (20) uma redução nos preços do Xbox 360 no Brasil. A partir de agora, o preço sugerido para o console no país passa de R$ 2.499 para R$ 2.229, em uma tentativa de estimular a venda do videogame de última geração no país.
A Accenture anunciou sua primeira aquisição no segmento de automação no Brasil e na América Latina. A empresa comprou a integradora brasileira de sistemas de automação e informação Atan, com sede em Belo Horizonte (MG). O valor do negócio não foi divulgado. As duas empresas vinham trabalhando em conjunto em uma série de projetos e o negócio permitirá abordagens inovadoras no uso de tecnologia para o setor de automação e TI industrial.
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