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| Tesouro pode destinar R$ 3,5 bilhões para PNBL |
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| 03 de Maio de 2010 |
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Conferência Unesco |
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| UNESCO debate a integração das tecnologias com a educação para a sociedade do conhecimento |
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| Vincent Defourny, representante da UNESCO no Brasil |
As Tecnologias da Comunicação e Informação como parte do processo de aprofundamento nas mudanças da sociedade e seus impactos educacionais foram debatidos na Conferência Internacional "O Impacto das TICs na Educação”, que aconteceu nos dias 27 e 28 de abril, em Brasília, promovida pela representação da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) no Brasil. Durante o evento, autoridades e especialistas avaliaram o enfoque e as práticas dos usos das TICs e seus impactos na qualidade da educação na América Latina e no Caribe. Outro foco foi o uso das TICs como prática na profissão dos educadores, bem como a formação continuada dos docentes nesta área.
Os especialistas analisaram, entre outras questões, medidas de acesso, ferramentas, práticas institucionais, métodos para formação de professores e de avaliação de impactos das TICs. Uma das conclusões foi de que os investimentos em tecnologia voltados para projetos educacionais estão aumentando nos países da América Latina e do Caribe. Mas há poucas pesquisas que auxiliam na identificação de “histórias de sucesso” para gerar conhecimento e modelos que possam mobilizar agendas políticas derivadas dessas medidas. Assim, os resultados discutidos não consideraram, de forma específica, a intensidade do impacto e potencial das TICs nos processos de educação e aprendizagem.
Na cerimônia de abertura, o representante da UNESCO no Brasil, Vincent Defourny, disse que a integração das tecnologias com a educação é imprescindível para uma sociedade do conhecimento. A tecnologia, sugeriu ele, não só vai trazer ganhos para a qualidade da educação, mas um ganho em termos sociais. “Não podemos mais pensar a educação do século XXI sem pensar numa escola conectada”, disse.
Defourny lembrou, entretanto, que esta é uma sociedade da informação que queremos transformar em sociedade do conhecimento. “Há uma avalanche de informação por causa da tecnologia, e é preciso reconhecer as necessidades, avaliando sua qualidade e fazendo uso efetivo e ético dela. A sociedade da informação tem como característica o uso sobre os meios, mas o importante é o que as pessoas fazem com as informações. É preciso transformá-la em conhecimento”, ressaltou.
“É preciso fazer um uso efetivo e ético da informação. Devemos transformar o conteúdo que recebemos de forma que contribua com uma cidadania mais efetiva. Outro ponto importante é aplicar a informação para criar e disseminar o conhecimento. O cidadão não pode ser mais um processador de informação, mas um contribuidor. Por isso, a introdução da TIC na educação não pode ser vista como um processo estritamente tecnológico. As dimensões éticas e da sociedade como um todo, as possibilidades e os riscos devem estar na agenda dos indicadores. Através disso, podemos conseguir um marco de competência para os professores no desempenho do uso da tecnologia na educação”, alertou Vincent Defourny.
Dentro do desafio, ainda segundo o representante da UNESCO, temos uma grande oportunidade, talvez única na história da educação, de transformar os alunos em contribuidores. “Isso faria com que o esforço ficasse centrado no conhecimento. Além disso, o processo de ensino e aprendizagem tem uma nova oportunidade proporcionada pela tecnologia”.
Para Vicente, este debate não deve ficar apenas entre alunos e professores, mas pensar as tecnologias da informação e comunicação envolvendo diretores, família e comunidade. É preciso integrar ao debate todos os atores envolvidos no processo, porque são vários os impactos diretos e indiretos em toda a sociedade. Temos de entender a dinâmica que está acontecendo e aprofundar o debate”, concluiu.
Conferência
Como parte do diálogo, a organização da conferência criou uma página na internet. Desenvolvido pela ONG Communication Initiative, o site funciona como um espaço aberto para o diálogo e para a troca de experiências no uso das TICs nos processos educativos. Com esta ferramenta, os internautas estão contribuindo para o debate por meio de fóruns de discussões em três idiomas: inglês, português e espanhol. Para acessar as informações e interagir nos fóruns é necessário cadastrar-se previamente no site http://groups.comminit.com/ict4education/pt-br/. Cerca de 550 pessoas, em cada dia da conferência, que não foram ao evento em Brasília acompanharam as atividades em tempo real pela página www.iptvcultura.com.br/ticeducacao e participaram ativamente com perguntas.
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ALERTAS DA SEMANA |
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Enade tem nova data e será realizado em 21 de novembro.
O Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) de 2010 será realizado em 21 de novembro. A relação dos participantes selecionados será divulgada até 20 de setembro, pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). Estão dispensados os estudantes que colarem grau até 31 de agosto e, na data de realização do Enade, os que estiverem oficialmente matriculados e cursando atividades curriculares fora do Brasil em instituição conveniada com a de origem. A alteração da data, inicialmente prevista para 07 de novembro, foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira, 03.
Encontro discute financiamento do Plano de Educação da cidade de São Paulo.
A Ação Educativa e GT de Educação do Movimento Nossa São Paulo organizam um encontro temático sobre financiamento ligado à construção do Plano de Educação da cidade de São Paulo. O debate foi marcado para o dia 15 de maio. Os encontros temáticos fazem parte da segunda parte do processo de concepção do plano.Esses encontros podem ser realizados por organizações ou fóruns envolvendo um mínimo de 80 pessoas. O objetivo desses eventos é contemplar temas estratégicos para a melhor construção do PME.
Ensino médio será debatido em seminário internacional.
O exame dos vários modelos de organização do ensino médio em diversos países e sua articulação com a educação técnica e profissional, pontos fortes e desafios, estarão em debate no Seminário Internacional de Políticas sobre Melhores Práticas no Ensino Médio. O encontro, que acontece nos dias 03 e 04 de maio, em Brasília, reunirá especialistas e gestores em educação de países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) — Brasil, Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, França, Escócia, Chile e Uruguai. No primeiro dia do evento, promovido pelo Ministério da Educação e pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), com o apoio da OCDE, será abordado o tema Tendências e Melhores Práticas Internacionais no Ensino Médio. Informações no site www.mec.gov.br.
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Conferência Unesco |
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| Brasil terá 73 mil escolas públicas equipadas com laboratórios de informática até o meio do ano |
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Carlos Eduardo Bielschowsky, secretário de Educação a Distância do MEC |
No Brasil, não existe indicadores sobre o impacto das tecnologias na educação, mas o país tem investido nas escolas, nos estudantes e na formação de professores. Foi o que disse o secretário de Educação a Distância do Ministério da Educação, Carlos Eduardo Bielschowsky, em sua palestra na conferência promovida pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco). O secretário destacou o Proinfo, programa do MEC para promover o uso pedagógico das TICs nas escolas públicas de todo o Brasil. Também destacou a expansão da banda larga na rede pública de ensino e o programa UCA (Um Computador por Aluno).
O secretário iniciou as discussões falando sobre o atual cenário das TICs nas escolas públicas brasileiras “Não se trata de colocar infraestrutura por colocar, de capacitar as pessoas por capacitar ou de aplicar um milhão de reais em três anos, apenas por aplicar.
Neste sentido, temos três questões principais. A primeira é a obrigação de alfabetizar digitalmente a população de classe social menos favorecida, que ainda não tem acesso à informação. A outra questão diz respeito à promover novas estratégias pedagógicas em sala de aula. E por fim, dentro deste contexto, devemos estimular a autonomia dos estudantes na busca do conhecimento”, disse Bielschowsky, ressaltando a importância de integrar estas ações.
Proinfo
Bielschowsky destacou o número de estudantes atendidos pelo Programa Nacional de Tecnologia Educacional (ProInfo Integrado), criado há dez anos, que atende 18,4 milhões de estudantes de escolas públicas em todo país e deve chegar aos 30 milhões até o fim do ano. “É fundamental prover nossas escolas com laboratórios de informática, e, neste momento, estamos entregando 30 mil laboratórios no Brasil inteiro. Em julho, completaremos 73 mil escolas públicas equipadas, isso representa mais de 90% da população escolar brasileira. Não limitamos o número de laboratórios, isso depende da quantidade de alunos em cada escola”.
Banda Larga
Dinamizar o processo de ensino e aprendizagem nas escolas passa por ter banda larga nas escolas, segundo a opinião do representante do MEC. “A banda larga é importante, principalmente, para alunos rurais, que estão presos em uma realidade local. Dois anos atrás isso era um gargalo que angustiava o Governo Federal, mas que, agora, estamos fazendo um grande esforço neste sentido em conjunto com os ministérios das Telecomunicações e do Planejamento”, explicou.
O secretário contou que para este esforço o governo fez acordo com as operadoras de telefonia fixa, no contexto do Programa Nacional de Banda Larga nas Escolas. O acordo firmado diz que as operadoras devem implantar banda larga nas escolas indicadas pelo Ministério da Educação, sem nenhum custo para os cofres públicos, como contrapartida pelos serviços que exploram comercialmente no país. “Este é um case de sucesso de parceria, pois, hoje, estamos com 45 mil escolas públicas urbanas conectadas em menos de um ano e meio. Nem no melhor cenário imaginávamos atingir este número tão rápido”.
Capacitação do professor
Outro destaque da fala de Carlos Bielschowsky foi com relação à capacitação dos professores para o trabalho com as TICs em sala de aula. Em 2009, 332 mil professores foram capacitados. Até o fim deste ano, 303 mil terão participado de cursos de formação. Em outro programa, o Aluno Integrado, 75 mil estudantes acima de 15 anos serão formados para atuar como monitores nos laboratórios de informática das escolas. “Não basta levar tecnologia às salas de aula, é preciso capacitar os professores, caso contrário o processo não anda”, frisou. “E ainda temos o desafio de encontrar gente para capacitar gente”, completou.
Segundo informou o secretário, o MEC possui duas ações de capacitações, sendo uma voltada mais para a liderança. Trata-se de três cursos de especialização de 360 horas, que está capacitando cerca de 40 mil professores em uma pós graduação latu sensu em TIC. A segunda ação envolve 340 mil professores sendo capacitados para o uso da tecnologia da informação e comunicação. “A lógica destes cursos é oferecer aos docentes uma cultura digital”, explicou. Ele listou também o Portal do Professor, página que disponibiliza aos docentes uma ferramenta de criação e manutenção de sites, voltado à atividade acadêmica. Além disso, o site disponibiliza o material fornecido pela TV Escola, que contém 11 horas de programação diária não repetida destinada a quem trata de educação.
Portal do Aluno
Ainda no contexto de implementar a cultura digital na área educacional, o secretário de Educação a Distância informou que o MEC lançará, nas próximas semanas, o Portal do Aluno, uma das ações da pasta, no contexto do Proinfo. Destinado a alunos a partir de 12 anos, o site será conectado ao Portal do Professor. Neste, o internauta pode criar o roteiro de suas aulas com o uso de ferramentas multimídias. No portal do aluno, haverá acesso a uma série de objetos educacionais.
“Foram criados instrumentos para atrair os internautas, como uma comunidade virtual ao moldes do Orkut. Será uma nova ferramenta que facilitará a comunicação entre o professor e o aluno. O portal precisa ter a cara do aluno. Queremos que ele goste. Ele poderá trazer os jornais e sites que mais utiliza para dentro do seu portal”, concluiu o secretário, dizendo que é preciso fazer uma avaliação qualitativa do uso pedagógico das TICs no Brasil. |
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Conferência Unesco |
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Chile e Uruguai estão à frente do Brasil quando o assunto é TIC na educação. País ainda não tem um modelo de avaliação de impacto
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Miguel Nussbaum, consultor UNESCO-OREALC |
A avaliação dos impactos do uso das tecnologias da informação e comunicação (TIC) na qualidade da educação na América Latina e no Caribe foi destaque das palestras do segundo dia da conferência da UNESCO. Os palestrantes apresentaram resultados de estudos e pesquisas realizados nos países da América Latina e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD). Discutiram ainda caminhos para acelerar o desenvolvimento em direção à meta de educação para todos por meio do uso das TICs nas escolas.
O ponto comum nas falas dos palestrantes foi que no Brasil ainda não existe uma avaliação para os impactos do uso pedagógico das TICs. Mas foram unânimes sobre a importância e a necessidade de se investir na formação continuada do professor, pois a falta de domínio das tecnologias e de uma prática reflexiva por parte do professor são os maiores obstáculos para a inserção efetiva destas ferramentas no processo educativo.
Chile e Uruguai
Quando o assunto é TIC na educação, alguns países da América Latina estão à frente do Brasil. Chile e Uruguai, por exemplo, possuem um modelo bem desenvolvido de aplicação e avaliação do uso pedagógico da tecnologia. Enquanto o Brasil ainda não definiu uma política integrada de validação e aplicação de padrões pedagógicos envolvendo tecnologia, os chilenos já criaram um método de avaliação pelo programa Enlaces e os uruguaios implementaram o Plano Ceibal, com distribuição de computadores a quase 100% dos estudantes e professores do ensino fundamental de escolas públicas.
Toda essa questão passa por um eixo principal: investimento governamental. De acordo com Patricio Rodríguez, professor e pesquisador do departamento de Ciência da Computação da Universidade Católica do Chile, o uso de TICs em educação requer recursos e tempo. “É um programa muito caro. Por isso, é fundamental o incentivo do governo para implantar um sistema e definir um padrão de avaliação”.
Miguel Nussbaum, que desenvolveu o método de avaliação do programa chileno ao lado de Rodriguez, disse que não basta apenas investir em infraestrutura e capacitação de professores. “Precisamos ver se o que estamos fazendo é efetivo. Queremos sentir o impacto das TICs. E a primeira pergunta que devemos fazer é quanto estamos dispostos a investir. Diria que o importante é investir bem, na medida em que aparecem os resultados. Investir de maneira hierárquica, passando por etapas”. O pesquisador disse também que é preciso estruturar processos para que a TIC mostre retorno do investimento que está recebendo.
E continuou: “não podemos mudar a sala de aula de uma hora para outra. Precisamos montar um plano de trabalho para o docente. O professor tem de saber como integrar os recursos digitais aos não digitais”, explicou. Nussbauns disse ainda que é preciso, neste sentido, uma apropriação das TICs para que a aprendizagem aconteça. Segundo ele, é fundamental também que os avaliadores das metodologias aplicadas em escolas não tenham relação com os implementadores para que seja uma avaliação imparcial.
O pesquisador contou que em algumas escolas do Chile é usado o Multiple Mouse. “Cada computador é compartilhado por três estudantes munidos de três mouses. A idéia é que os alunos sejam protagonistas do seu processo de aprendizagem. O professor orienta e eles são avaliados individualmente com relação à aprendizagem da linguagem”, explicou.
No caso do Uruguai, Ana Laura Martinez, responsável pela Área de Estudos de Impacto Social e Educativo do Plano Ceibal, disse que o país está em um bom nível do uso das TICs na educação. Segundo ela, o Uruguai já distribuiu 380 mil notebooks para escolas públicas e 6 mil para escolas secundárias e privadas. “A meta de dar computadores a 100% dos alunos e professores de instituições públicas e disponibilizar Wi-Fi em todo o entorno das cidades está perto de ser alcançada”, apontou.
De acordo com a apresentação de Ana, o plano Ceibal tem três objetivos frente à educação: equidade, aprendizagem e tecnologia. “O objetivo é democratizar o acesso ao uso da tecnologia. Consideramos o computador, por exemplo, mais do que uma ferramenta, ele é um instrumento de benefícios para a sociedade e para a educação. E, neste sentido, a tecnologia é um meio para atingir a equidade e a aprendizagem. Seu impacto transcende a escola, é um impacto social”.
Ana explicou que, antes do plano, menos de 6% das escolas tinham computadores. “97,5% das escolas públicas no Uruguai estão conectadas atualmente. E nossa intenção é ampliar este plano para as favelas. Mas nenhuma agência ou ministério é capaz de implementar um programa como esse sozinho, porque envolve educação, tecnologia, telecomunicações e ainda as organizações locais. É preciso um envolvimento de várias áreas do governo. Também é preciso preparar professores, alunos e famílias para receber estes computadores. Os pais, por exemplo, acham que o programa trará impactos positivos, e, por isso, temos de corresponder estas expectativas”.
A representante do Plano Ceibal, no entanto, disse que não basta implementar a tecnologia na educação, é preciso um modelo de avaliação dos impactos. “É importante a avaliação de diagnóstico de processos, de resultados e de impactos. É preciso descobrir como esses computadores estão sendo usados de fato nas escolas”, enfatizou.
Brasil
No Brasil, um projeto correspondente aos dos países vizinhos seria o programa Um Computador por Aluno (UCA), que ainda está na “fase embrionária”. Até o final de junho, de acordo com o secretário de Educação à Distância do Ministério da Educação, Carlos Bielshowsky, serão distribuídos 150 mil computadores. O Ministério da Educação, segundo o secretário, ainda não conhece a dimensão do UCA, uma vez que o programa é recente e que o país não possui um método de avaliação. |
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Por dentro |
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| Tesouro pode destinar R$ 3,5 bilhões para PNBL |
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| Rogério Santanna, seecretário de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento |
O Tesouro Nacional direcionará cerca de R$ 3,5 bilhões para a empresa que terá a responsabilidade de implantar o Plano Nacional de Banda (PNBL), segundo Rogério Santanna, secretário de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento. Santanna passou a informação na última quarta-feira (28), durante audiência pública na Câmara dos Deputados. Na pauta do encontro estava a possibilidade de reativação da Telebrás como empresa estatal responsável pela gestão do PNBL. De acordo com o secretário, a verba será aplicada nos três primeiros anos do plano para fazer as redes principais, conhecidas como backbones, e as redes hierárquicas, os backhauls. “Depois disso, o negócio se torna rentável e passa a se autofinanciar”, disse o secretário, lembrando que o investimento total pode chegar a R$ 6 bilhões. Ele também explicou que existem, potencialmente, mais R$ 5 bilhões em incentivos para a indústria brasileira, em forma de renúncia fiscal ou financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). “Isso é um potencial máximo. Parte do princípio de que as projeções de mercado de compra das empresas privadas e também do governo se realizem”. Segundo Santanna, essa é uma das alternativas estudadas pelo governo, além da possibilidade de criar uma nova empresa para este fim. Ele lembrou que o governo já havia demonstrado essa intenção em 2007, quando emitiu um comunicado de fato relevante ao mercado. “Eu defendo a utilização da empresa, parece ser o caminho mais rápido e mais fácil, já que é uma empresa estruturada, mas há outras vertentes de discussão dentro do governo”, disse Santanna. O secretário informou que, além das operadoras de telefonia (fixa e móvel) e de TV por assinatura, existem hoje cerca de 1,7 mil pequenos provedores que podem fazer o serviço da “última milha”, trecho que liga a rede de telecomunicações à casa dos consumidores. |
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| Enem 2010 será realizado nos dias 6 e 7 de novembro |
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O Ministério da Educação (MEC) vai realizar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) nos dias 6 e 7 de novembro. A expectativa é de que a edição deste ano tenha 6 milhões de inscrições. Geralmente, o Enem é realizado em outubro, mas, por causa do primeiro e do segundo turnos das eleições, o calendário teve de ser alterado para novembro. Com essa data, o resultado das provas deve estar disponível na primeira semana de janeiro para ser usado por instituições públicas de ensino superior como forma de ingresso. Em 2009, 51 aderiram ao Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que ofereceu 47,9 mil vagas. O Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) de 2010 já estava marcado para o primeiro fim de semana de novembro e, devido ao Enem, deverá ser adiado. Em 2009, 4,1 milhões de estudantes se inscreveram no Enem e 3,2 milhões fizeram as provas. A data para o início das inscrições de 2010 ainda não foi fechada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). Em junho, o MEC fará uma nova rodada de inscrições do Sisu. Os alunos que tiverem interesse em disputar as vagas a serem oferecidas por instituições públicas de ensino superior vão usar a nota do Enem de 2009. As 51 instituições que participaram da primeira edição do sistema manifestaram interesse em permanecer no processo, mas ainda não é possível saber quantas vão participar da etapa de junho, já que nem todas fazem processos seletivos duas vezes ao ano. |
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| Estudantes do Ensino Médio recebem bolsa de incentivo para estudar na UFRN |
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| O deputado Rogério Marinho disse que a idéia é formar 12.000 programadores de nível médio em 10 anos |
A capital potiguar vai contribuir para a melhora do Brasil no ranking da tecnologia. Nos próximos anos, o Projeto Metrópole Digital formará 12 mil jovens como profissionais da Tecnologia da Informação. O projeto é uma parceria com o setor produtivo, Universidade Federal e o deputado federal Rogério Marinho, que elaborou o projeto e garantiu recursos federais por meio de emendas. Já foi iniciada a formação dos primeiros 1.200 jovens num curso totalmente elaborado por professores da UFRN com carga horária de 900 horas, com programação, inglês técnico e empreendedorismo. Após passarem por um exame de seleção, os alunos estão enfrentando dez meses de curso, com monitores do CEFET, SENAC e UFRN e, ainda, terão uma bolsa de incentivo ao bom rendimento. A idéia é formar 12.000 programadores de nível médio em 10 anos, insumo adequado para a consolidação do pólo local. “Este é um exemplo do muito que se pode fazer para a formação de nossos jovens: unir o setor produtivo às universidades, atrair empresas, fomentar negócios, incentivar pesquisas concatenadas com o mundo real, investir na formação de recursos humanos para agregar valor e criar empregos bem remunerados levando em consideração o potencial e as vantagens comparativas de cada região do País, é evidente que neste particular o Brasil também pode mais”, conclui o deputado. |
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| MEC debate em Foz do Iguaçu o impacto das avaliações |
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| A secretária de educação básica, Maria do Pilar, disse que é importante medir a qualidade da educação para sabermos o nível de aprendizado dos alunos |
O Ministério da Educação (MEC) realizou o encontro internacional em busca de uma política de comunicação para a educação latinoamericana, em Foz do Iguaçu (PR), entre os dias 28 e 30 de abril. A reunião, em seu primeiro dia, debateu o impacto das avaliações na qualidade da educação e reuniu mais de 50 educadores, jornalistas e representantes dos ministérios da Educação de doze países da América Latina. Na quinta-feira, foram realizados debates sobre o papel da imprensa e da revolução digital na comunicação de políticas públicas na área de educação. De acordo com a secretária de educação básica, Maria do Pilar Lacerda, medir a qualidade da educação por meio de avaliações é fundamental para sabermos o nível de aprendizado dos alunos. "Se você não faz avaliações educacionais, não sabe o estágio de aprendizagem", disse. Segundo ela, a Prova Brasil, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e a Provinha Brasil permitem que os sistemas e escolas se preparem para garantir o direito de aprender para todos. Para Reynaldo Fernandes, ex-presidente do Inep, não se pode usar somente a avaliação para definir a qualidade de ensino de uma instituição. É necessário analisar a escola, o contexto social e as características individuais e familiares dos estudantes. O encontro internacional reúniu participantes de 12 países: Peru, Guatemala, Venezuela, Argentina, Colômbia, Uruguai, El Salvador, Paraguai, Chile, República Dominicana e Bolívia. |
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| Educação básica pública brasileira precisa de mais R$ 29 bilhões |
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| Carlos Eduardo Sanches, presidente da Undime |
A educação básica pública brasileira precisa de mais R$ 29 bilhões anualmente para garantir a implantação do Custo Aluno-Qualidade (CAQi), mínimo necessário por estudante para oferecer qualidade de ensino, segundo a Campanha Nacional pela Educação, responsável por criar o indicador. O uso do índice como referência para determinar os investimentos do país foi aprovado na Conferência Nacional de Educação (Conae) e fará parte do texto que vai inspirar o novo Plano Nacional de Educação, com validade entre 2011 e 2020. “O valor representa cerca de 1% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Não é um esforço impossível da União. Cada vez mais ela é capaz de cumprir o CAQi”, afirmou o coordenador geral da Campanha Nacional pela Educação, Daniel Cara, durante debate realizado na última quarta-feira (28) em São Paulo (SP). “O MEC divulgou que tem aumentado o recurso. Mas a participação da União na Educação Básica ainda não é substancial”, disse Cara. “É necessário um esforço dos gestores e dos que militam pela educação para pressionar uma homologação desse parecer”, avaliou o presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Carlos Eduardo Sanches, também presente no evento. “Esse valor garante que todas as escolas tenham um padrão mínimo de qualidade. É muito pouco diante do resultado que vai gerar para a sociedade”. O montante de R$ 29 bilhões é resultado da diferença entre o valor estipulado pelo Custo Aluno-Qualidade e o total repassado pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) para cada etapa do ensino. |
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| Número mundial de assinantes de banda larga fixa cresce 13% em 2009. |
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A base global de assinantes de serviços de banda larga fixa totalizou 430,7 milhões no ano passado, o que representa uma expansão de 13% em relação a 2008, segundo dados da consultoria ABI Research. As projeções indicam que este número chegará a 548 milhões de assinantes em 2015, com o serviço de banda larga fixa registrando taxa de crescimento anual composto de 3% entre este ano e 2015. No fim do ano passado, a tecnologia DSL (Digital Subscriber Line) representou 65% de todas as assinaturas de banda larga fixa, enquanto que o cabo metálico e a fibra ótica tiveram participação de mercado de 24% e 11%, respectivamente. |
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| Maioria do países latino-americanos não possuem um sistema organizado de avaliação educacional. |
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No Brasil o resultado das principais avaliações educacionais, como o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), são amplamente divulgados. Já em outros países da América Latina, como a Argentina, o governo de cada província é quem decide se quer tornar públicos os resultados das suas avaliações. “Os resultados não chegam às escolas por razões políticas. Na Argentina, a responsabilidade de divulgar os resultados é dos governos provinciais e não do Ministério da Educação. E muitos governadores tinham medo desses resultados”, explicou o coordenador de avaliação do Ministério da Educação argentino, Jorge Fasce, que participou, em Foz do Iguaçu (PR), de evento para discutir a integração educacional na região. Segundo Fasce, as escolas que recebem os resultados das avaliações têm um efeito positivo imediato. “Só por conhecer seu resultado, já havia melhora, porque se iam mal, sabiam que tinham que fazer alguma coisa, trabalhavam com os professores as razões para aquele resultado”, explicou. Na maioria dos países latino-americanos, não existe um sistema nacional organizado de avaliações educacionais como no Brasil. |
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